Porque hoje é Domingo
tem uma abelha fabricando mel no meu pé de Amoras, Mautner inda não viu Jorge cantando no terreiro. Aroldo não sei por quantas andas e amanhã já é fevereiro. Sexta-feira vi Kaline cuidando das nossas conexões sensoriais e de um outro pai na terra. Drummond preparar uma canção, Milton cantou. Eu preparo novas Balbúrdias para março abril em maio e um algumas viagens com o meu íntimo SerAfim para o meu interior afro/tupiniquim.
Artur Gomes
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Sobre as Balbúrdias PoÉticas, 12, 13 e 14
https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/
Que incrível! O poema "MARÇAL TUPÃ" é uma celebração vibrante da cultura Afro-Tupy, misturando música, tradição e arte. A imagem com indígena com pintura facial tradicional e acessórios de plumas é um convite visual para mergulhar nessa rica herança cultural brasileira.
- Conexões e Inspirações:
- O texto menciona vários nomes e elementos que sugerem uma conexão profunda com a poesia, a música e a cultura brasileira, como Mautner, Jorge, Aroldo, Kaline, Drummond e Milton.
- A menção a "Balbúrdias PoÉticas" e ao blog "(https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/)" indica que Artur Gomes está envolvido na organização de eventos poéticos e culturais.
- Afro-Tupy e Identidade:
- A fusão de elementos Afro e Tupy na cultura brasileira é um tema rico e complexo, refletindo a diversidade e a mistura de influências do Brasil.
- A Balbúrdia PoÉtica celebra essa identidade cultural única.
Você gostaria de saber mais sobre a cultura Tupi ou sobre os eventos de poesia e música mencionados?
Irina Fulinaímica
Balbúrdia PoÉtica 12
Dia 14 de março 19h
Casarão Centro Cultural
Rua Salvador Correia, 117
Campos dos Goytacazes-RJ
Uma homenagem ao Poeta Castro Alves
no Dia Nacional da Poesia
com Artur Gomes, Adriana Medeiros e Dalton Freire
*
Marçal Tupã
poema de Artur Gomes
dos livros: Suor & Cio - 1985
e Pátria A(r)mada - 2022
musicado e gravado
por Paulo Ciranda
*
meu coração marçal tupã
sangra tupy & rock and roll
meu sangue tupiniquim
em corpo tupinambá
samba jongo maculelê
maracatu boi bumbá
a veia de curumim
é coca cola e guaraná
*
clique no link para ver o vídeo
https://www.youtube.com/shorts/Boc9bqDOSms
Por Onde Andará Macunaíma?
*
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 – zap
Produção: Nilson Siqueira
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fulinaimanicamente voz digo
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
Balbúrdia PoÉtica 14
Dia 31 de maio - no Museu do Sal
São Pedro de Aldeia-RJ
Poeta Homenageado: Tanussi Cardoso
Performance PoÉtica
com Tanussi Cardoso, Artur Gomes, Adriana Medeiros, Dalton Freire, José Facury Heluy e Jorge Ventura - entre outros.
SUBSTANTIVOS
faca é faca
pão é pão
fome é fome
amor é amor
estranho desígnio das coisas
de serem exatamente elas
quando as olhamos sem paixão
Tanussi Cardoso
A poesia pulsa
para Tanussi Cardoso
aqui
a poesia pulsa
na veia
no vinho
no peito
no pulso
na pele
nos nervos
nos músculos
nos ossos
posso falar o que sinto
posso sentir o que posso
aqui
a poesia pulsa
nas coisas
nos códigos
nos signos
os significantes
os significados
aqui
a poesia pulsa
na pele da minha blusa
na íris dos olhos da minha musa
toda vez que ela me usa
nas iguarias de Bento
quando trampo mais não troco
quando troco mas não trapo
nas pipas
nos vinhedos nos arcos
nas madrugadas dos bares
sampleando o bolero blues
rasgado num guardanapo
o poema pra Juliana
escrito na cama do quarto
no copo de vinho
na boca de Vênus
na bola da vez da sinuca
sangrada pelo meu taco
aqui
a poesia pulsa
nos cabelos brancos da barba
nas gargalhadas de Bacca
na divina língua de Baco
Artur Gomes
O Poeta Enquanto Coisa
Editora Penalux – 2020
https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/
*
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 - zap
Curadoria: Lis Badu
Produção: Nilson Siqueira
Direção: Artur Gomes
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fulinaimanicamente voz digo
Por Onde Andará Macunaíma?
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
* Balbúrdia PoÉtica 13
Poetas Homenageados:
Ademir Assunção e Frederico Barbosa
À Memória de Oswald de Andrade
Última semana de Abril
Data e local – definição está aos cuidados do curador – Cesar Agusto de Carvalho
TANTO ÓDIO CARLOS
o mundo é grande
e tem extremos
tem estrela e tem estrume
tem perfume e tem veneno
tem dias a gente ama
tem dias a gente briga
mundo vasto mundo
mundo malo mundo bueno
não me chamo raimundo
mas algo estranho me intriga
como cabe tanto ódio
num caráter tão pequeno
Ademir Assunção
do livro
Risca Faca (2021)
editora Demônio Negro
https://www.demonionegro.com.br/product/risca-faca/
Por Onde Andará Macunaíma?
Fulinaíma MultiProjetos
22 – 99815-1268
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fulinaimanicamente foz digo
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
cada lugar na sua coisa
Um livro de poesia na gaveta
Não adianta nada
Lugar de poesia é na calçada
Lugar de quadro é na exposição
Lugar de música é no rádio
Ator se vê no palco e na televisão
O peixe é no mar
Lugar de samba-enredo é no asfalto
Lugar de samba-enredo é no asfalto
Aonde vai o pé, arrasta o salto
Lugar de samba-enredo é no asfalto
Aonde a pé vai, se gasta a sola
Lugar de samba-enredo é na escola
Sérgio Sampaio
clique no link para ouvir
https://www.youtube.com/watch?v=Gk0r77JTzp8&list=RDGk0r77JTzp8&start_radio=1
Eu Quero è Bota Meu Bloco Na Rua
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https://www.youtube.com/watch?v=P78TIRJ9Iak&list=PLyRt6UrE4Q4vthdsmRqJYAMHjRN1LHDih
Fulinaíma MultiProjetos
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Retalhos Imortais do SerAfim : Oswald de Andrade Nada Sabia de MIM
drummundana itabirina
fedra margarida a resolvida desfilava pela última vez portando
falo. Decidira decepar o pênis e desnudar de vez a sua outra mulher.
braziLírica amanheceu incrédula: manchetes, vozerios, falatórios, assembleias, faixas,
cartazes. por todas as vias, multivias, multimeios, os ofendidos habitantes
brazilíricos inconformados com a fedra passearam em plebiscito vociferando Não
ao Sim.
E margarida flor impávida lá se foi
beira-mar olhando estrelas no cruzeiro. Mas César que não é Castro
continuou a pigmentar seu mastro na outra parte da tela, e um dia fedra
sorrindo, com o pênis/baton da louca, foi ao boca de luar da fedra e voltou com
o luar na boca.
Artur Gomes
poema para o livro
Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma
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https://uilconpereira.blogspot.com/
*
Que poema complexo e provocativo! A interpretação pode variar,
mas aqui vai uma tentativa:
O poema parece ser uma metáfora sobre a liberdade e a
opressão, usando a imagem de Fedra (personagem da mitologia grega) como
símbolo de uma mulher que decide romper com as convenções e assumir seu próprio
desejo.
A "resolvida" Fedra decide "decepar o
pênis" e "desnudar de vez a sua outra mulher",
sugerindo uma libertação da opressão patriarcal e uma descoberta da própria
identidade e desejo.
A reação da sociedade ("braziLírica amanheceu incrédula... os ofendidos habitantes brazilíricos inconformados") mostra a resistência às mudanças e a dificuldade de aceitar a liberdade e a autonomia das mulheres.
A imagem de Margarida (outra referência literária,
talvez a Margarida de Goethe) "flor impávida lá se foi beira-mar
olhando estrelas no cruzeiro" sugere uma busca por liberdade e
transcendência.
O final, com César (talvez uma referência a César Vallejo ou a
um símbolo de poder) continuando a "pigmentar seu mastro" e Fedra
voltando com "o luar na boca", pode ser visto como uma
afirmação da resiliência e da capacidade de encontrar a própria luz e
liberdade, apesar da opressão.
É um poema que desafia a interpretação e convida a refletir
sobre a liberdade, o desejo e a opressão. O que você acha?
Rúbia Querubim
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fulinaimanicamente falando
voz digo : Itabira
a nossa senhora da conceição
do mato dentro me engoliu
inteiro como uma sucuri
quando engole um boi
à beira do amazonas
ontem me perdi na zona
com Maria Antonieta
voltamos de bicicleta
não passa uber por aqui
nas madrugadas nem fomos de táxi
porque também não tem
iluminação pública inexiste
nos salvou da escuridão
um bando de vagalumes boêmios
com suas lanternas sob as asas
Federico Baudelaire
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https://uilconpereira.blogspot.com/
*
A imagem de Itabira como uma "sucuri que engole
um boi" é poderosa e sugere uma cidade que absorve as pessoas, talvez
de forma intensa e avassaladora. A menção a Maria Antonieta e a volta de
bicicleta pela "zona" (provavelmente uma área boêmia) cria um
clima de aventura e liberdade.
A ausência de Uber e táxi, e a falta de
iluminação pública, contrasta com a salvação trazida pelos "vagalumes
boêmios com suas lanternas sob as asas", que pode ser interpretada
como a poesia, a arte ou a própria imaginação salvando as pessoas da escuridão.
Federico Baudelaire é um
pseudônimo interessante, misturando referências a Federico García Lorca e
Charles Baudelaire, ambos poetas que exploraram temas de amor, morte e a
condição humana.
O que você acha que os "vagalumes boêmios"
representam nesse contexto? Ou é mais uma imagem poética para criar um clima?
Irina Fulinaímica
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porque hoje
é domingo
sempre desconfiei
da convicção do cão raivoso, que baba pelas ventas, e sempre inventa uma
mentira cabeluda, querendo mostrar que o outro é exatamente o que ele é, no seu
templo de trevas se dizendo evangélicas, angélica sempre me dizia na hora do
almoço: “olha tome muito cuidado com o discurso desse pastor de porta de cadeia
defendendo assassinos condenados, muito cuidado, com caminhadas pra Brasília de
quem não fez nada de bom para você, e afrontam a ordem pública fingindo que querem
a libertação de um genocida, quando na
verdade querem mesmo é fazer campanha eleitoral”.
Federico
Baudaleire – o afilhado de Pastor de Andrade – Patronmo da Igreja
Universal do Reino de Zeus. Mocidade Independente de Padre Olivácio – A Escola
de Samba Oculta No Inconsciente Coletivo
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https://porradalirica.blogspot.com/
para
excitar os meus neurônios
na travessia
da existência
entre anjos e
demônios
poesia é resistência
Federico Baudelaire
Irina Amaralina Severina Serafina
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distante teresina
numa tarde de dezembro não era apenas cajuína numa triste e distante teresina EuGênio MallarMè tinha entre as mãos os seios de Clarice, enquanto Jommard Muniz de Brito tecia suas palavras nos tecidos sobre a pele, na poesia experimental Torquato dentro, 10 de dezembro de 1994 a Mostra Visual de Poesia Brasileira em teresina colocando fogo na fornalha enquanto Federico Baudelaire afiava mais uma vez a carNAvalha logo depois que soubemos no mercado da morte de Tom Jobim.
Artur Gomes
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Obs.: esse poema ele escreveu logo depois que soubemos no mercado da morte de Tom Jobim
EuGênio Mallarmè
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